quarta-feira, 23 de novembro de 2011

GRUPO  6- RECONVERSÃO URBANA     
ALEGORIA DO PATRIMONIO                                    
 DATA  26/10
Apresentação do grupo 6 no dia 26 de novembro desenvolveu o tema sobre Reconversão  Urbana. As cidades estudadas foram Florença na Itália e Congonhas em Minas Gerais.
            O tema expressa as mudanças que ocorrem na sociedade e no espaço, e as novas estruturas urbanas que surgem com adaptações  a um novo uso  de acordo com as necessidades dessa sociedade.
            Discutiram sobre o Patrimônio histórico da cidade como memória, identidade, história e conservação. A revolução industrial, a 2ª Guerra Mundial causou grandes processos de transformação na sociedade na maneira de pensar, de agir, de construir, de modificar a paisagem da cidade.
Na correlação entre as duas cidades, percebe-se que em Florença e Congonhas a morfologia do espaço sofreu alterações significativas ao longo dos anos. Em Florença como em Congonhas há uma vasta herança cultural, artística, mas também novos usos do espaço e das edificações configuram como atrativo turístico. Em Congonhas a explorada pelo minério de ferro convive com crescimento industrial e a falta de planejamento futuro para as jazidas após o término da exploração.
Esse aspecto da transformação e novo uso do espaço estão relacionados ao processo econômico, produtivo que influencia na maneira de pensar da população.
A preservação da memória e identidade da cidade através da valorização do Patrimônio Histórico é apresentada pelo Estatuto da Cidade como função social do patrimônio histórico e cultural. Implica em intervenções arquitetônicas e urbanísticas como também na qualidade de vida da comunidade local e não em transformar a cidade em  cenário turísticos.
Para os especialistas da área de preservação do Patrimônio Cultural a dificuldade está em se encontrar o ponto de equilíbrio entre os interesses econômicos em jogo e os critérios de preservação adotados, evitando-se, assim, a construção meramente cenográfica de uma “nova imagem urbana” em detrimento dos valores culturais de rememoração inerentes aos conjuntos históricos edificados (CHOAY, 2001.).
Congonhas – Mg   

 
            Florença –Itália – Ponte Vecchio




GRUPO  5- SANEAMENTO BÁSICO E FAVELA                                   
  DATA 04/10
Este tema foi exposto no dia 04 de outubro, e suas relações partiram do advento tecnológico da revolução industrial e o boom populacional as cidades sofreram com a falta de infraestrutura para suprir as necessidades básicas de grande parte de seus habitantes, no qual, recorriam a loteamentos clandestinos, locações informais e barracos construídos por elas mesmas, surgem as favelas.
            Entre os diversos loteamentos informais foi citados: A cidade dos mortos - Cairo, Dharavi - Mumbaí, Neza - Cidade do Mexico, Petare e Caracas - Venezuela, Jacarta - Indonésia. E também as políticas de remoção de favelas em oposição a programas de urbanização das mesmas.
            O Rio de Janeiro promoveu uma política de remoção de favelas no período da ditadura militar de 1964-76, sendo atingidas cerca de 80 favelas. A proposta era normalizar o espaço urbano dentro da lógica capitalista, é claro as remoções estavam dentro das zonas de alta especulação imobiliária.
            Atualmente as favelas enfrentam muitos problemas ligados ao saneamento básico como a falta de instalações de esgoto, água e coleta de lixo, acarretando o agravamento da contaminação dos recursos hídricos e a proliferação de insetos e roedores que pondem provocar doenças patogênicas, entre outros.
            O programa Vila Viva é considerado a maior intervenção urbanística de vilas e favelas do Brasil, englobando obras de saneamento, remoção de famílias, construção de unidades habitacionais, erradicação de áreas de risco, reestruturação do sistema viário, urbanização de becos, implantação de parques e equipamentos para a prática de esportes e lazer, e no final do projeto a realização da legalização de toda área urbanizada.
            De modo crítico o grupo analisa o programa Vila Viva como um projeto que visualiza a situação de modo "romantizada" , pois abrange comunidades que estão localizadas no vetor norte-sul de Belo Horizonte, no qual, possui alto expeculação imobiliária, o que nos faz analisar que é uma questão de interesses, e neste não estão incluídos os moradores das favelas.
            Pode-se perceber que a favela se transforma tanto quanto a cidade. Assim como a reprodução da desigualdade através da especulação imobiliária, pois o espaço da cidade e sua organização estão envolvidos nas relações de interesses econômicos e políticos. Fatos estes que estão representados nas figuras abaixo.

GRUPO 4- FRONTEIRAS E CONDOMÍNIOS                                          
DATA 28/09
        O grupo soube introduzir bem o tema com diversos exemplos da evolução Urbana de São Paulo bem como a evolução de Palestina.
           As correlações apresentadas entre São Paulo e Palestina forma bem pontuados, apesar deste tema ser de difícil compreensão. A evolução de ambas as cidades nos fez perceber como de diferentes formas podem existir uma apropriação do espaço e como isso interfere na sociedade local
 Condomínios
“Antes de eu construir um muro deveria saber.
O que estou cercando para dentro ou cercando para fora, E quem eu gostaria de afrontar.”
FROST, Mending Wall, 1930.
              A citação usada pelo grupo foi bastante interessante, pois nos mostra indagações que realmente devem ser feitas antes da construção de casas em certos condomínios.
              Esta citação nos faz refletir sobre diversas situações em relação e este assunto como, por exemplo: não é porque moramos em condomínios fechados que temos que nos privar de conviver com o resto da sociedade e também não é porque você vive em um condomínio que você é melhor que outras pessoas. Viver em um condomínio significa morar sim em partes em um lugar mais seguro, com mais conforto e qualidade de vida mais é claro sem deixar a convivência com a sociedade de lado e sem deixar também que dominem a sua forma de viver. 

Condomínios

O Muro da Cisjordânia
         O Muro da Cisjordânia é uma barreira física que está sendo construída pelo Estado de Israel, passando em torno e por dentro dos territórios Palestinos ocupados. Essa muralha impede a passagem de palestinos em direção às áreas israelenses e inclui muros de concreto, arame farpado, cercas eletrônicas e valas. A criação deste muro segundo o Governo de Israel é para evitar a infiltração de terroristas nas áreas dos territórios Israelenses. Já segundo as autoridades Palestinas o muro tem o propósito de incorporar partes dos territórios Palestinos aos territórios de Israel.
           Pelo que foi exposto e pelo que podemos perceber a construção deste muro ainda gera e ainda ira gerar diversos confrontos. Para que isso não ocorra seria necessária uma posição concreta das autoridades cabíveis para que tais confrontos acabarem.


O Muro da Cisjordânia



             
GRUPO  3 – CONDOMINIOS HORIZONTAIS: FRONTEIRAS URBANAS                     
DATA 27/09
             O grupo soube desenvolver o tema mostrando diversos exemplos comparando sempre os EUA com o Brasil. Além disso, alguns exemplos de filmes foram bastante interessantes que se associam bem ao tema tornando-o de mais fácil compreensão.
             As correlações entre os condomínios fechados do Brasil com os condomínios dos EUA foram bem colocados. O grupo mostrou diversos aspectos dos condomínios estudados como o condomínio Celebration, situado ao redor do complexo dos parques em Orlando. Neste condomínio podem-se perceber diversas restrições dadas aos seus moradores como a pintura das janelas ou o plantio de árvores em seu jardim. Um exemplo do Brasil citado foi o condomínio Vale dos Cristais situado em Nova lima. Neste condomínio pode-se perceber que a medida que a demanda por moradia nessa região foi crescendo o condomínio teve de se adequar, inicialmente seriam construídas torres com no máximo 4 pavimento mais devido a esta demanda hoje estes edifícios ultrapassam 7 pavimentos. Além disso, os moradores do Vale dos Cristais são obrigados a lidar com congestionamentos em horários de pico já causados pela grande quantidade de condomínios existentes no local.
 Seaside ( minicidade)
            Um exemplo bastante interessante citado foi Seaside uma minicidade, inaugurada em 1980, onde foi gravado o filme “O Show de Truman”. Neste filme o personagem principal tem sua liberdade vigiada, ou seja, é uma falsa liberdade onde tal personagem constrói a sua vida apenas nesta “minicidade” sem a necessidade de ir a outros lugares. Claro que o filme é uma ficção, porém ele nos faz refletir como é possível uma pessoa ser controlada (como também no condomínio Celebration) em uma única área privada
             Com este exemplo podemos perceber que ao mesmo tempo que os condomínios proporcionam aos seus moradores uma maior segurança proporcionam também (em certos condomínios) uma Liberdade controlada onde sua opinião sobre a cor da janela de sua casa por exemplo devera antes ser autorizada pela administração do condomínio. Podemos concluir, portanto que viver em um condomínio deve ser uma opção bem pensada visando os prós e os contras de tal moradia pensando não só no seu bem estar mais também na convivência da sociedade. 
Condomínio Seaside (minicidade) do filme “O Show de Truman”

Condomínio Seaside (minicidade)

Condomínios em Nova Lima – MG
            Os condomínios em Nova Lima cresceram muito nos últimos anos. Em busca de maior segurança, qualidade de vida, maior liberdade para andar nas ruas, maiores espaços de lazer a população esta se refugiando nesses novos condomínios. Só na região de Nova Lima são mais de 15 condomínios. É uma “modernidade seletiva” onde só a população de maior renda pode usufruir deste bem, dividindo ainda mais as classes sociais.
          Com a instalação de tantos condomínios hoje Nova Lima pode ser caracterizada pela cidade dos condomínios e já começa a enfrentar alguns problemas. Em horários de pico os moradores enfrentam congestionamentos devido à alta densidade existente na região e por possuir tantos condomínios a área fica cada vez mais valorizada fazendo com que os imóveis fiquem ainda mais caros, com isso os moradores destas áreas se tornam cada vez mais seletivos, ou seja, apenas a classe mais alta permanece nesses locais.


Favelas x Condomínio

Planta de Lotes – condomínio Vale dos Cristais

 
GRUPO  2- MORADORES DE RUA E VIADUTOS                 
DATA 13/09
A apresentação do tema viadutos e moradores de rua ocorreu na data de 13 de setembro, no qual,  concentrou-se no processo de urbanização a partir da Revolução Industrial, analizando o processo de saturação do sistema e consequentemente a segregação sócio-espacial no meio urbano.
            Na sociedade industrializada a cidade é um lugar de produção, distribuição e consumo, e,  é neste processo que acarreta um grande crescimento populacional e o que rege é o " Capital". O resultado deste processo foi o aumento da mão-de-obra versus o capitalismo selvagem.
            Neste contexto o grupo traça um paralelo com Londres do século XIX até o momento atual, em conjunto com a idealização da cidade projetada de Belo Horizonte e seu processo de urbanização até hoje. Em comparação entre as duas cidades ambas sofreram com mudanças econômicas e políticas acarretando alteração na composição no espaço urbano. E é nesta evolução do capitalismo que ocasiona no aumento da população de rua e o processo de degradação urbanística e social.
            Londres e Belo Horizonte conta com programas sociais, iniciativas privadas e casas de apoio e/ou albergues na busca de diminuir a vunerabilidade que esses moradores de rua estão sujeitos. Mas a diferença está em muitas cidades do Brasil e do Mundo na maneira de inserir os viadutos nos espaços urbanos, no qual, Londres é um exemplo de utilização desses espaços para meios comerciais.
           Os viadutos são muitas vezes vistos como lugares insalubres, sujos, marginalizados, locais dos usuários de drogas e de moradores de rua,  que não tem nenhum tipo de ocupação para a cidade. As poucas atrações existentes nesses locais não são financiadas ou apoiadas pelo poder público, fazendo assim com que a sociedade perca o interesse por essas áreas; essa visão está presente em diversas cidades do Brasil e do mundo. Em oposição, Londres busca integrar suas pontes e viadutos na paisagem urbana e no cotidiano da sociedade impulsionando o comércio e o turismo, incentivando a população na conservação e utilização desses espaços. Entre os demais usos estão lanchonetes, lojas, pista de skate, shows de horror "London Bridge Experience", os "Markets" que são as feiras ao ar livre; e cada um desses equipamentos carregam as características de cada bairro.


 
 











 
As imagens abaixo demonstram como espaços ociosos podem se tornar mais atrativos culturalmente, socialmente e economicamente quando são adotadas políticas pelos governos que estimulam o uso desses locais. Iniciativas que podem servir de inspiração para serem adotadas no Brasil, agregando um novo valor de espaço através da  utilização e conservação destes.


Outro fato que foi abordado que deve ser enfocado é a questão dos moradores de rua que são advindos muitas vezes de brigas familiares, exôdo rural e abandono,no caso de pessoas idosas e deficientes. Estes casos merecem apoio de instituições e do governo para conduzir as pessoas que hoje vivem nestas condições a uma nova  vida social e econômica da cidade.





RELATÓRIOS

GRUPO  1- MOBILIDADE URBANA                         
DATA 06/09

a)    Apesar de extenso o grupo conseguiu apresentar de forma clara e objetiva os temas que lhe foram propostos, desde a contextualização, passando pela análise das cidades até chegar às alternativas eficazes para melhorar os problemas citados e discutidos.
b)    O grupo foi seguindo uma cronologia. Primeiro fizeram uma contextualização, onde começaram a explicar os principais pontos da mobilidade urbana como, por exemplo, a ligação entre Capitalismo, Planejamento Urbano e Valores de consumo além de pontuarem a questão da saúde que está hoje diretamente ligada ao transporte. Souberam também comparar a história Urbana de Belo Horizonte e Nova Iorque pontuando os principais aspectos de cada uma.
Após a analise da historia urbana o grupo comparou o metrô, as ciclovias e os ônibus das cidades de Belo Horizonte e Nova Iorque citando as principais semelhanças e diferenças entre estes transportes, como por exemplo, a quantidade de passageiros e a extensão que tais transportes comportam em relação às cidades que estão situados. Compararam também o tráfego destas cidades onde podemos perceber que ambas já possuem grandes quantidades de carros, causando assim grandes congestionamentos.
Para finalizar o grupo citou algumas alternativas, alguns exemplos de outras cidades que possam servir de exemplo tanto para Belo Horizonte quanto para Nova Iorque como, por exemplo, a Cidade do México que investiu pesado no transporte coletivo fazendo do carro um meio de transporte opcional. Além disso, a cidade possui um planejamento Urbano eficaz (antes de instalar um grande empreendimento é feito uma análise para saber se aquela região irá suportar tal demanda).
c)    Metrô Belo Horizonte  - Metrô Nova Iorque
Ao comparar o metrô de Belo Horizonte com o metrô de Nova Iorque podemos perceber que mesmo não sendo do tamanho da cidade de Nova Iorque, e mesmo com propostas de melhoria o metrô de Belo Horizonte esta muito atrasado em relação a este tipo de transporte contando com apenas uma Linha com 28,1km dividida em 19 estações. Já o metro de Nova Iorque conta com mais de 350 km de extensão divididas em várias linhas que funcionam 24 horas por dia. Essas linhas funcionam de forma mais ou menos independentes que eventualmente  se conectam fazendo com que seus passageiros não tenham que dar voltas para chegar ao seu destino.
Podemos concluir, portanto que se o metrô de Belo Horizonte tomasse como base o metrô de Nova Iorque ele poderia estar abrangendo diversos pontos da cidade e talvez ainda diminuindo a quantidade de carros nas ruas devido ao fato da população ver que a cidade possui um transporte publico bom e eficiente, que o leva a diversos pontos da cidade, sem a necessidade de dar tantas voltas.

Mapa metrô BH – linha atual  - vermelha        

Mapa metrô Nova Iorque














Alternativas eficazes
            Um dos tópicos mais importantes apresentados pelo grupo foi às alternativas para que tais problemas no transporte fossem sanados. O primeiro exemplo foi da Cidade do México onde foi investido pesado no transporte publico tornando o carro particular apenas uma opção. Além disso, a Cidade do México passou a ter um expressivo planejamento urbano, através das leis de ocupação do solo. De acordo com as leis, antes das construções de grandes empreendimentos a área a ser ocupada é estudada a fim de saber se será ou não capaz de suportar a demanda de carros/trafego causada pelo novo empreendimento. Outro importante exemplo citado foi da cidade de Copenhague que inseriu vagões para ciclistas no metrô para que cada indivíduo se locomova de forma dinâmica.
           Estes exemplos assim como os outros citados podem servir de exemplo para Belo Horizonte. Como já dito na situação acima com uma maior eficiência do transporte publico na cidade o numero de carros na cidade iria diminuir fazendo com que os congestionamentos diminuíssem. Além disso, com a instalação de vagões para ciclistas varias pessoas adeptas desse tipo de transporte seriam beneficiadas já que atualmente no metrô de Belo Horizonte a restrições quanto ao horário de embarque e a quantidade de bicicletas por vagões. 

Cidade do México  

Vagão para ciclistas no Metrô de Copenhague